Aerosmith
Após o quase encerramento do grupo em 2009, o quinteto norte-americano, recordista de vendas, realiza turnê comemorativa em 2010 e passa pelo Brasil em Maio.
Escrito por:
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Marcelo de Castro
Marcelo de Castro
Tempos Musicais
Tempos Musicais
Steven Tyler (Foto:Divulgação)
Steven Tyler (Foto:Divulgação)
Comemorando 40 anos de existência, o Aerosmith ínicia uma nova turnê em maio, passando pelo Brasil, e põe um ponto final nas brigas que quase decretaram a separação da banda no final de 2009
1970
Em Boston, Massachusetts, o cenário musical fervilhava com o surgimento de diversas bandas de hard rock e heavy metal. Duas delas, Chain Reaction (liderado por Steven Tyler) e Jam Band (de Joe Perry e Tom Hamilton) percorriam (sem grande sucesso) os bares e casas noturnas da cidade. Tyler e Perry se conheciam e tinham vários amigos em comum e a ideia de tentarem algo juntos não demoraria a se concretizar.
Deste encontro de amigos nasceu o Aerosmith. Com Steve Tyler no vocal, Joe Perry nas guitarras, Tom Hamilton nos baixos, Joey Kramer na bateria e Ray Tabano, guitarrista, logo substituído por Brad Withford. Após dois anos de shows pelo estado americano, o Aerosmith já gozava de um pequeno sucesso quando despertou o interesse da gravadora Columbia Records.
Os primeiros álbuns, "Aerosmith" (1972) e "Get Our Wings" (1974), fracassaram em vendas. O que seria um pesadelo para qualquer banda, não preocupava os caras. Se por um lado não comercializavam muitos discos, por outro, lotavam todas as casa de shows e ginásios por onde se apresentavam. Essa discrepância acabaria em 1975, quando chega às lojas "Toys in the Attic".O disco vendeu impressionantes 11 milhões de exemplares em todo o mundo, capitaneado pela brilhante Sweet Emotion, talvez uma das canções mais importantes do Aero. Catapultado para a fama, o quinteto americano ganha o reconhecimento internacional. Nos quatro anos seguintes, a banda viveria um carrossel de emoções. Discos de platinas, hits em todas as paradas e shows abarrotados. Foi dentro desta atmosfera que lançaram "Rocks", em 1976, o disco que influenciaria definitivamente toda a geração do hard rock americano. Mas, infelizmente, nem tudo seriam flores. Os excessos cometidos por Tyler (drogas, brigas e acidentes automobilisticos) criam uma animosidade entre ele e Perry. De saco cheio com as atitudes inconsequentes do vocalista, Joe Perry deixa a banda em 1979. Nos três anos seguintes a banda perde ainda mais força (Brad Withford também deixara o grupo em meados de 1981) e entra na primeira (seriam muitas) fase conturbada.

1984
O ostrascismo batia à porta do Aerosmith. Críticas pesadas, pessímas vendas e a explosão musical dos anos 1980 minavam todos os esforços da gravadora em reergue-los. E ainda tinham que lidar com Steven Tyler. Totalmente dependente de drogas, Tyler desmaiava nos palcos, esquecia as letras, brigava com jornalistas, polícia - Deus e todo mundo. A imagem da banda era terrível. E mesmo com a volta de Perry e Withford a coisa caminhava mal. Em 1986, lançam o excelente "Done With Mirrors". O albúm, bem recebido pela crítica, é a pior vendagem entre os catorze produzidos em estúdio pelo grupo. Nos dois anos seguintes, o Aerosmith retomaria o caminho do sucesso com os álbuns gravados ao vivo "Classics Live!" Volume1 e 2 (respectivamente, 1986 e 87). O sucesso voltaria definitivamente em 1989, com o lançamento do explosivo "Pump".