Toyshop / Luxúria / Andrea Riccio
A um mês do VIII Festival de Rock Feminino, The ROCKER nos fala sobre a agradável e poderosa presença feminina na música nacional.
Escrito por:
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THE ROCKER
THE ROCKER
The Race
The Race
Andrea Riccio (Foto:Divulgação)
Andrea Riccio (Foto:Divulgação)
É, falem bem ou mal elas estão aí para dominar o mundo e quebrar a crina de muito homem machista!
Sim!
As mulheres estão por aí se dando bem em áreas que até então os homens
dominavam, seja na indústria, no comércio, no esporte (alguém aí já viu
a Marta jogar?) e na música - mais precisamente no rock'n'roll. Se bem que desde os anos 60/70 tínhamos pessoas como Janis Joplin, Suzi Quatro e Runaways quebrando tudo.
No Brasil não era diferente, e se lembrarmos um pouquinho havia bandas de metal nos
anos 80 e 90 que faziam músicas potentes e admiravam os homens, seja
por seus lindos rostos ou pela sua música de qualidade, como as bandas Volkana, Flammea, Valhalla e as paulistas do Ozone - além da guitarrista Syang, quando ela fazia parte do PUS.
Hoje, vendo pelo lado mais mainstream temos artistas como a Pitty, no auge de sua carreira como o variado "Chiaroscuro", bandas como Canto dos Malditos na Terra do Nunca batendo na trave, entre muitos outros grupos femininos ou que possuem garotas em sua formação lutando pelo seu espaço.
E aproveitando o gancho, deixo o peso do metal este mês e comentarei três trabalhos mais voltados ao pop com
características distintas: um que estourou e sumiu, outro que ainda
está por aí com outro nome e um terceiro trabalho que aposto muito que
estará sendo bem falado por aí em pouco tempo: as bandas Toyshop, Luxúria e o álbum solo da vocalista Andréa Riccio.
Party Up
Banda: Toyshop / Selo: Roadrunner
Essa
foi uma banda que prometia muito, mas muito, por alguns motivos
particulares: primeiro por possuir músicos com passagens pelo Viper (o guitarrista Val Santos e o baterista Guilherme Martin), a vocalista Natacha, que além de bonita era afinadíssima; e pelo seu som, que segundo a banda tinha influências que variavam de Balão Mágico, Ramones, Secos e Molhados e Metallica. Inicialmente com o nome Party Up, a banda fora super elogiada em revistas e shows pelo seu Poppy Punk
cheio de energia e descontração, o que logo chamou a atenção das
gravadoras. Mas isso acabou sendo um grande problema, gerando a mudança
de nome para Toyshop e atransando o lançamento de seu debut diversas vezes, o que esfriou um pouco as coisas para a banda que chegou a ser chamado de próximos No Doubt!

Mas penso que o importante é que a banda imortalizou sua obra e o álbum "Party Up" é a trilha perfeita para quem quer reunir os amigos para curtir um bom rock'n'roll e esquecer dos problemas do mundo, pois é repleto de sons que te deixam para cima e cantando junto com a vocalista Natacha, como as ramônicas "Follow Me", "So Do It", o grande hit "Let’s Go Dance", "Runaway", "Keep Fighting" (que delícia de refrão), "I Wanna See You" (que lembra um B52’S mais energético), o Reggae/Ska de "Everybody Crazy", o pop ganchudo de "The Spell"; "Daydream", que possui um videoclipe muito engraçado, "Belief", que lembra muito o No Doubt. Mas o final é a melhor coisa deste disquinho, pois temos uma faixa escondida com versões para Secos e Molhados, Balão Mágico, entre outras coisas. Muito bem sacado!
Mas,
como disse há alguns parágrafos atrás, o atraso em lançar o álbum
atrapalhou um pouco os planos da banda que, apesar de ter aparecido em
grandes mídias, encerrou as suas atividades.Há alguns anos atrás
circularam rumores de uma possível volta da banda, nada até hoje
concretizado. Cruzo meus dedos para que a banda volte pelo menos para
alguns shows!