Fresno / Via 33 / Tuatha de Dannan
Três trabalhos, de estilos completamente singulares O que eles tem em comum? Nesta edição, conheça melhor o trabalho dos produtores no cenário nacional.
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THE ROCKER
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The Race
The Race
Via 33 (Foto:Kátia Bucci)
Via 33 (Foto:Kátia Bucci)
Na sua opinião, qual o papel de um produtor musical?
Respondendo de uma forma simples e direta, seria algo como deixar o som uniforme, para as canções de determinado álbum "brilharem". Então lá vai a seguinte questão: se os instrumentos estão bem timbrados, o som está de acordo com o estilo musical, a masterização deixou o trabalho com "cara de gringo", o mérito é da banda?
Sim, mas não apenas dela, pois aquele cara que sempre está comandando a mesa de botões é o responsável muitas vezes por tirar leite de pedra para buscar a melhor sonoridade musical. E, em muitos trabalhos, a produção consegue fazer o disco ter um brilho próprio, uma "vibe" diferenciada, como se tudo o que estivesse naquele disquinho fosse emanar a qualquer momento! E como uma forma de homenagem a essas pessoas, que atualmente estão produzindo trabalhos fabulosos, escolhi três álbuns produzidos por Paulo Anhaia, também conhecido como Paul X, quando este fazia parte do saudado Monster, que deixou três álbuns que muito em breve serão comentados nesta coluna!

Tendo no seu curriculum bandas underground como Fates Prophecy, Heavens Guardian, Wizards, ao lado de artistas mainstream como Ira, Rita Lee, CPM 22, entre muitos outros estilos inusitados - como o pagode. Abaixo, dentre todos os seus trabalhos produzidos, escolhi um de cada segmento para enaltecer ainda mais a sua versatilidade no assunto: Mainstream (Fresno), Cristão (Via 33) e Underground (Tuatha de Danann).


Redenção
Banda: Fresno / Selo: Arsenal Music
[ www.fresnorock.com.br ]
Assim como muitas bandas desta nova geração, os caras conseguiram fazer bastante sucesso na internet e consequentemente angariaram um bom número de fãs através de seus trabalhos - até então lançados por selos independentes. E como o pessoal das majors aproveitam tudo o que está em alta, não demorou muito para assinarem com uma grande gravadora. Este "Redenção" é o seu disco de inéditas mais recente, e posso dizer que estamos diante de um trabalho consistente e competente dentro de seu estilo: o Pop/Rock, ou Emocore, como queiram. Para dar uma diferenciada, os caras fizeram o uso de sintetizadores para dar um "plus" nas músicas, que como disse anteriormente soam consistentes, dando um ar homogêneo ao trabalho, como em "Desde Quando Você Se Foi", "Passado (Goodbye)", "Redenção", "Contas Vencidas", "Uma Música", além das regravações para "Polo" e "Alguém Que Te Faz Sorrir", que ao meu ver perderam o encanto em suas novas versões...
Só que o disco é muito bom e (mais uma vez estou dizendo isso) vale ser ouvido por inteiro. Esqueça os preconceitos e ouça este ótimo trabalho!

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Publicada em
14/05/2010
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