A internet representou uma revolução no cenário musical em todo o mundo. Quais vantagens a era digital trouxe para nossos artistas?
Mallu Magalhães (Foto:Divulgação)
Nunca se ouviu falar tanto em música independente como no século 21. Até dez, quinze anos atrás, era preciso esperar um programa de rádio para ouvir sua música favorita - ou meses para ver aquele vídeoclipe tão aguardado.
Hoje, com o furor tecnológico que tomou conta de todas as camadas populares, o mundo da
internet disponibiliza uma avalanche de possibilidades de manifestação artística, terreno vasto onde temos chances de ser vistos e ouvidos.
A resposta a toda essa flexibilidade tecnológica é a grande facilidade que temos hoje para passar e repassar informações em um curto espaço de tempo. A briga entre a pirataria, os
downloads legalizados e os direitos autorais parecem não ter fim. A portabilidade musical atingiu o seu ápice com a chegada do
MP3.
De acordo com a
Associação Brasileira de Música Independente (
ABMI), 80% da produção nacional de música é formada por bandas independentes, representando uma parcela de 25% (cerca de 15 milhões) do total vendido no país.
Grande parte desses artistas têm usado a internet como ferramenta fundamental na divulgação de seus trabalhos e, sem o apoio das gravadoras, dão surgimento a outras formas de difusão, comunicação, e novas mídias, fortalecendo o que antes parecia ser tão distante: a interação do artista com seu público.
A cena
Indie (Movimento Musical Independente) é o principal ponto de apoio dessa revolução musical.
Cansei de ser Sexy (CSS),
Autoramas e
Mallu Magalhães, além da banda pernambucana
Mombojó, são alguns exemplos de músicos que conseguiram projeção nacional de seus trabalhos através da
web e hoje a usam em benefício de suas carreiras. Sem esquecer o
roqueiro Lobão, um dos primeiros a romper com uma gravadora e disponibilizar seu trabalho em gratuitamente na
internet e até em bancas de jornal.