O cenário musical independente na era digital
A internet representou uma revolução no cenário musical em todo o mundo. Quais vantagens a era digital trouxe para nossos artistas?
Escrito por:
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Alessandra Oliveira
Alessandra Oliveira
Território Brasil
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Mallu Magalhães (Foto:Divulgação)
Mallu Magalhães (Foto:Divulgação)
Nunca se ouviu falar tanto em música independente como no século 21.  Até dez, quinze anos atrás, era preciso esperar um programa de rádio para ouvir sua música favorita - ou meses para ver aquele vídeoclipe tão aguardado.
Hoje, com o furor tecnológico que tomou conta de todas as camadas populares, o mundo da internet disponibiliza uma avalanche de possibilidades de manifestação artística, terreno vasto onde temos chances de ser vistos e ouvidos.
A resposta a toda essa flexibilidade tecnológica é a grande facilidade que temos hoje para passar e repassar informações em um curto espaço de tempo. A briga entre a pirataria, os downloads legalizados e os direitos autorais parecem não ter fim. A portabilidade musical atingiu o seu ápice com a chegada do MP3.
De acordo com a Associação Brasileira de Música Independente (ABMI), 80% da produção nacional de música é formada por bandas independentes, representando uma parcela de 25% (cerca de 15 milhões) do total vendido no país.

Grande parte desses artistas têm usado a internet como ferramenta fundamental na divulgação de seus trabalhos e, sem o apoio das gravadoras, dão surgimento a outras formas de difusão, comunicação, e novas mídias, fortalecendo o que antes parecia ser tão distante: a interação do artista com seu público.

A cena “Indie” (Movimento Musical Independente) é o principal ponto de apoio dessa revolução musical.  Cansei de ser Sexy (CSS), AutoramasMallu Magalhães, além da banda pernambucana Mombojó, são alguns exemplos de músicos que  conseguiram projeção nacional de seus trabalhos através da web e hoje a usam  em benefício de suas carreiras. Sem esquecer o roqueiro Lobão, um dos primeiros a romper com uma gravadora e disponibilizar seu trabalho em gratuitamente na internet e até em bancas de jornal.


Fazendo uso do MySpace, Twitter e Youtube, estes artistas deixam à disposição praticamente todo o seu repertório para acesso aos internautas, tornando a relação entre músico e fãs extremamente estreita. O público acessa, participa, opina. O podcasting, ou web rádios chegaram para substituir de vez o rádio de pilha, e colocam na mão do ouvinte o poder de escolha: ele mesmo monta sua rádio com a programação que desejar

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Publicada em
15/10/2009
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