'Só as mães são felizes'
Lucinha Araújo, mãe do inesquecível Cazuza, nos presenteia com memórias do artista que marcou época - e toda uma geração de brasileiros.
Escrito por:
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Alessandra Oliveira
Alessandra Oliveira
Território Brasil
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Foto: Divulgação
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<font style="font-weight: bold;" size="2">“Todo humano é santo e pode amar, sim!”
Em depoimento dado à escritora Regina Echeverria, num tom quase confidencial, Lucinha Araújo conta em detalhes a sua relação com o filho Cazuza, desde seu nascimento até a morte prematura em 1990 por conseqüência da AIDS.
Através de fotos inéditas e histórias muito pessoais, acompanhamos não só a trajetória do artista, mas também de Lucinha, que freneticamente tentava acompanhar passo a passo a intensa vida do filho. Seu encontro com a escritora resultou em 20 horas de gravações.
Regina colocou não só ouvidos, cabeça e mãos a serviço dela - mas também seu coração, deixando-se levar pela preciosa memória amorosa da mãe de Cazuza. Narrado em primeira pessoa, Lucinha relata todos os momentos marcantes da vida de seu único filho através de imagens raras e de momentos marcantes, que também originou o filme “Cazuza, o tempo não pára”, dirigido por Sandra Werneck. Enquanto lemos sua narrativa, temos a sensação de que ela passa sua alma a limpo através de cada página, através de cada história contada, ao lado do filho. Ali, definitivamente descobrimos as origens da personalidade tão intensa de Cazuza e o quanto os filhos ensinam seus pais ao longo da vida.

Lucinha transformou cada momento, difícil ou não, em aprendizado. E através do sofrimento e desse aprendizado criou a Sociedade Viva Cazuza, que há quase vinte anos presta atendimento a crianças e adolescentes com HIV, e se mantém através de direitos autorais dele e também de doações. Para Lucinha, Cazuza renasce ali, a cada dia, no rosto de cada um que conseguiu apoio e tratamento na ONG.
Segundo Ezequiel Neves, jornalista e critico musical: “da primeira vez que li as provas de ” Só as mães são felizes” senti as confissões de Lucinha Araujo, essa guerrilheira da paz e de todas as paixões me fuzilaram, a gente ri, chora, mergulha em paroxismos de emoções maravilhosamente irremediáveis...”