Salário Mínimo
Uma das mais importantes bandas da história do heavy metal nacional, Salário Mínimo fala sobre seu retorno e novos projetos com exclusividade à SCYPHER Magazine.
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THE ROCKER
THE ROCKER
Crowning
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Salário Mínimo (Foto:Divulgação)
Salário Mínimo (Foto:Divulgação)
Assim como os cariocas da Taurus,
estes paulistanos foram um dos grandes nomes da música pesada no Brasil
nos anos 80 e início dos anos 90, com uma sonoridade contagiante e
envolvente - uma excitante mistura de hard rock e heavy metal, mescladas a uma pegada atual a uma grande dose de energia que deixam suas composições marcantes e únicas!
Prestes a lançar seu novo trabalho, chamado de "Simplesmente Rock",
a banda concedeu esta entrevista onde, entre outras coisasnos falam dos
anos 80, da internet para divulgação de seus trabalhos, além da
participação no documentário Brasil Heavy Metal!
Confiram a entrevista!
The ROCKER: Bom, para início de entrevista, conte-nos o por quê de batizarem a banda com o nome "Salário Mínimo".
Salário Mínimo: Estávamos na
contramão: tocando rock na terra do samba!!!. Decidimos que o nome
seria ligado com nossa cultura. Em nenhum outro país do mundo SALARIO
MINIMO é tão falado e conhecido como no Brasil. Rock SALARIO MINIMO
corresponde a "Rock Brazuca sobrevivendo às dificuldades".

The ROCKER: Vocês
vieram dos anos 80, uma época onde apenas os melhores tinham material
gravado e, passados mais de 20 anos, com as facilidades tecnológicas e
internet, não é necessário ir a um estúdio e “ralar” para conseguir
fazer um CD bem gravado e de qualidade. Vocês acham que, se muitas
bandas daquela época conseguissem essa tecnologia, não teriam acabado
ou até estariam em um lugar de destaque na cena rock/metal nacional?
Salário Mínimo: Os “dês”
governantes no Brasil nunca deram atenção á cultura do povo, porque não
tinham interesse em povo desenvolvido. O rock no Brasil sempre foi
marginal porque trazia em seu bojo a contestação, o protesto, a
liberdade de expressão... O que os “dês” governantes sempre desejaram
era a cultura do “bundismo” e do descartável... Assim, o grande público
não tinha acesso ao rock nacional... Não achamos que a tecnologia
fizesse a diferença, mas sim a oportunidade do aceso à informação - que
foi negada naquele momento...