Libra
Cantor e multi-instrumentista nos fala com exclusividade sobre seu primeiro álbum, lançado pela Sony, além de suas origens e inspirações musicais.
Escrito por:
Escrito por:
THE ROCKER
THE ROCKER
Crowning
Crowning
Libra (Foto:Divulgação)
Libra (Foto:Divulgação)
Acho isso bem triste, pois a experiência de estar no meio de
uma platéia lotada cantando as músicas daquele artista que gostamos é
uma sensação sem igual, e poder desvendar as páginas do encarte de um
CD sempre foi algo que, para mim, fazia parte da obra. Acho que a arte
gráfica do CD (capa, encarte, fotos, letras) é o corpo do CD e que a
música é a alma, por isso nunca vou apoiar 100% o download de músicas.
Não pelo que o artista deixa de ganhar financeiramente, mas pelo que o
fã deixa de ganhar artisticamente.
The ROCKER: Dando
um salto para o presente, o debut "Até Que A Morte Não Separe" levou
alguns anos para ser lançado, e você realizou o sonho de muitas bandas
por aí, pois lançou seu primeiro trabalho por uma major, a Sony/BMG,
hoje Sony Music. Como surgiu o contato para o lançamento?
Libra:
Quando já estava com o álbum inteiro gravado, decidi escolher cinco
músicas que, de certa maneira, resumiam a obra e as mixei primeiro.
Juntei essas músicas em uma caixa que eu mesmo fiz especialmente e
mandei primeiro para as cinco maiores gravadoras para depois (caso não
houvesse resposta) procurar outras alternativas. Incrivelmente recebi
resposta de três delas e pude optar pela melhor proposta.
The ROCKER: E
como você está trabalhando com uma major, fica impossível não
perguntar: É possível continuar fazendo arte sem abrir mão de seus
princípios e convicções estando numa grande gravadora?
Libra: Quando
assinei com a Sony o CD já estava praticamente mixado. Optei pela Sony
exatamente pelo fato de eles terem entendido minha proposta e percebido
que tentar modificar qualquer coisa no projeto descaracterizaria a obra
completamente. Mudar alguma coisa no meu CD seria como consertar o
sorriso da Monalisa. Tudo que foi feito após a assinatura com a Sony
foi determinado por mim. Foram as coisas que eu não poderia fazer por
não ter condição financeira para isso (substituir teclados por um
octeto de cordas, masterizar em NY, fazer a capa com os profissionais
que eu gostaria de fazer e fazer os clipes com o diretor que eu
gostaria de fazer). A única desvantagem de estar em uma Major, é o
preconceito idiota que muitos tem para com aqueles que conquistaram
isso. Muitos festivais de rock não permitem que eu toque por eu ser da
Sony. Acho que isso não só é uma atitude anti-artística como também,
uma demonstração de inveja.

The ROCKER:
E após o lançamento podemos dizer que você vem trabalhando bastante,
pois vem aparecendo em alguns programas da MTV, como o Acesso, e fez
vários shows próprios e a abertura para grandes bandas como o
Nightwish, Kiss e Sisters of Mercy. Você esperava uma aceitação tão
grande de seu trabalho pouco tempo após o lançamento?
Libra: Na
verdade nunca fui muito de esperar reação nenhuma dos outros. Acho que
esperar só pode me deixar ansioso e qualquer coisa menor do que
minhas expectativas serão um fracasso. Prefiro achar que o que tiver
que ser, será e assim sempre me surpreendo com as coisas que acontecem
e me protejo de frustrações desnecessárias.