Oficina G3
Em ótima apresentação no Victoria Hall, em São Caetano do Sul/SP, o Oficina G3 leva a seus fãs o melhor de seu mais recente trabalho, 'Depois da Guerra'.
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Oficina G3 (Foto:Kátia Bucci)
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Nove e meia da noite foi quando o Oficina G3 começou seu show. O quarteto - que ao vivo se transforma num sexteto com a adição do baterista Alexandre Aposan e do guitarrista Celso Machado - já entrou quebrando tudo com as "pedradas" "Meus Prórios Meios" e "Meus Passos", do seu último trabalho, o já citado "Depois Da Guerra", que foi a base do show: à exceção de "Te Escolhi" e "Humanos", ambas do disco "Humanos", a banda tocou apenas músicas de seu trabalho mais recente, o que foi ótimo!

É incrível e precisão dos caras ao vivo, até pela competência nos seus instrumentos, pois o som da banda mescla elementos do Thrash, Progressivo, Hard Rock e mais uma infinidade de estilos e tudo é bem encaixado, musical e cativante, principalmente o guitarrista Juninho Afran, que faz maravilhas com sua “guitarra prestígio”, provando que ao lado de feras como Paulo Frade (Eterna), Edu Ardanuy (Dr.Sin), Léo Mancini (Shaman) e outros, são os melhores do país nas seis cordas! Outra coisa que vale ser mencionada é o sincronismo dos vocais limpos do já citado Juninho, os guturais do também tecladista Jean Carllos e os do insano Mauro Henrique, que lembram Phil Anselmo (Pantera, Down, Superjoint Ritual), onde mescla muito bem agressividade e melodia e provou que foi uma grande escolha para esta atual fase da banda! Sua voz imortalizou as ainda novas, mas definitivas "Eu Sou", "Obediência" e "Incondicional"!

Como toda banda cristã, após mais algumas músicas houve a palavra com o tecladista Jean que, ao contrário dos três grupos de abertura, e assim como as letras da banda, fez seu discurso de forma descontraída e ao mesmo tempo consciente, nos policiando de como devemos valorizar nossas amizades e sobre as situações de lugares como Angra dos Reis e Haiti - palavras muito bem ditas e passadas  por sinal! Mas como o show tinha que continuar, mais "pedradas" como "Better", "Muros" e o encerramento com "Depois Da Guerra", nos deixaram satisfeitos e, mais uma vez, o grupo partiu com o dever cumprido.


Mas não posso deixar de comentar que, apesar de um bom público, acho que a banda merecia que mais pessoas as vissem e que os organizadores prestassem mais atenção ao escolherem as bandas de abertura, pois além de um número grande de apresentações para a abertura do evento (duas seria o ideal), podiam ter colocado um estilo mais compatível, pois houve momentos que foram tortuosos. E digo isso não para desmerecer as bandas que estão começando agora (logo eu, que adoro conhecer bandas novas), mas podiam ter sido mais coerentes com as escolhas. De qualquer forma, este show me fez aguardar com mais ansiedade o novo lançamento do Oficina G3, o "DDG Experience", que sai neste primeiro semestre de 2010!
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Publicada em
04/02/2010
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