Oficina G3
Em ótima apresentação no Victoria Hall, em São Caetano do Sul/SP, o Oficina G3 leva a seus fãs o melhor de seu mais recente trabalho, 'Depois da Guerra'.
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THE ROCKER
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Oficina G3 (Foto:Kátia Bucci)
Oficina G3 (Foto:Kátia Bucci)
Nada melhor do que iniciar o ano comparecendo a um show desta
banda que, seguramente, está numa das melhores fases de sua carreira -
surpreendendo a todos com o pesado e metálico disco "Depois da Guerra", que conquistou em cheio seus fãs, a galera do Heavy Metal,
e algumas pessoas que já não prestavam tanta atenção assim em seus
trabalhos. E lá vamos nós (eu e minha esposa) prestigiarmos os caras,
que apesar de serem um grupo evangélico, possuem grande público secular
(não cristão)! Pois bem, fomos à casa de espetáculos, que é sem dúvida
uma das maiores do ABC em atividade e que já recebeu artistas consagrados como Fábio Jr., Ney Matogrosso, e grupos e cantores de metal como André Matos, Tuatha de Danann e, recentemente, os pais do Black Metal: os britânicos do Venom. Mas achei a casa um tanto escura e sem o charme de um Aramaçan, por exemplo.
Chegamos ao local por volta das 18h00, já achando que havíamos perdido alguma banda de abertura, mas para nossa surpresa os shows ainda
não haviam começado... Logo após alguns ajustes a primeira banda
esquenta o público, que era bem pequeno (e que, embora tenha aumentado
muito até o show do Oficina G3, não chegou a lotar a casa): foi a banda
Rolt, que executou um Rap/Metal com influências de bandas como P.O.D., Rage Against The Machine e congêneres. Não convenceu, pois apesar das boas idéias, não foram uma boa escolha para este show, e o som não ajudava em nada os caras, pois ora sumia o vocal, outrora o som do DJ, as guitarras e por aí foi...
A segunda banda que entrou no palco logo causou curiosidade, pois primeiro entrou um baterista com visual metal,
um guitarrista de franjinha e uma menina que parecia ter uns treze
anos, sendo que os outros membros eram bem “normais” para um show de rock: era o ministério Geração Transformada,
que pelo que entendi levaram algumas versões para músicas evangélicas,
mas o tínhamos a impressão que, embora estivessem todos tocando as
mesmas músicas, cada um tocava de um jeito diferente, mesmo tendo uma
vocalista afinadinha (a tal menina de treze anos) e um ótimo baterista!

Depois de mais de meia hora para a próxima banda entrar
no palco (nisso já passava das oito da noite e a agonia já começava a
aparecer), vimos que na verdade era um show do cantor Rick Carvalho, que trouxe uma série de convidados especiais, como o guitarrista/vocalista Russo (músico
muito conhecido no ABC paulista). Só que, assim como as duas bandas
acima, não era a mais apropriada para abrir este tipo de show!