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Maquinária Festival 2009: Evanescence
A inesquecível apresentação de Amy Lee e companhia, encerrando a noite de gala do maior evento musical em solo brasileiro no ano de 2009.
Escrito por KHALI em 22/11/2009
Evanescence (Foto:SCYPHER Magazine)
Finalmente, a chuva enfraquecera no que parecia ser uma justa trégua. Ainda que todas as apresentações de domingo contassem com gigantes da música internacional, era inevitável reconhecer que Evanescence era a principal estrela da noite. Ou, melhor dizendo, assim o era Amy Lee.
Desde sua derradeira entrada para os grandes nomes musicais da década – com o lançamento de "Fallen", em 2002, que considero uma obra-prima do rock contemporâneo, Evanescence passou por muitas mudanças em sua formação, sendo que Amy Lee é a única integrante da banda original que permanece até hoje. Atualmente trabalhando em um novo álbum, cujo lançamento está previsto para 2010, ficou claro que a norte-americana sempre fora o pilar criativo do grupo do Arkansas, embora o álbum "primogênito", que contou com o toque de Ben Moody (fundador da banda, junto com Amy Lee), seja por muitos considerado melhor que o seu sucessor, The Open Door.

Aos acordes iniciais de “Going Under”, a Chácara do Jockey tremeu. Gritos, choros e mais gritos se uniam à voz inconfundível de Amy Lee do início ao fim da música de abertura do álbumFallen.  A segunda canção, “Weight of The World”, também foi cantada em uníssono pelos fãs brasileiros. Ou, talvez, nem tão brasileiros: em meio ao público, era possível encontrar fãs argentinos, paraguaios e jornalistas colombianos, que vieram a São Paulo apenas para acompanhar a apresentação da banda.
A terceira canção foi interrompida por uma pane nos equipamentos. “Acho que fomos muito pesados...” – brinca Amy Lee, que durante todo o show tentava algumas palavras em português. E mesmo não sendo um Nobuo Yamada cantando “Pegasus Fantasy” em português (Anime Friends 2007), a já eterna musa do rock não fez feio...

A apresentação seguiu com “Sweet Sacrifice”, “The Only One” e “Cloud Nine”.  Eis então que é trazido ao palco um piano de cauda, e Amy Lee anuncia que irá tocar algumas músicas que foram pedidas pela internet. Tem início a espetacular “Missing”, seguida pelas não menos intimistas “Lithium” (um dos maiores hits do álbum “The Open Door) e “Good Enough”.


Voltando a uma sonoridade mais pesada, Amy e companhia destilam “Whisper”, “Call Me When You’re Sober”, “Imaginary”, “Bring Me To Life” (em um espetáculo à parte, o público fazia todos os versos de Paul McCoy), “All That I’m Living For”, “Taking Over Me” e “Lacrimosa”.
Amy Lee então se desculpou por não saber falar nosso idioma português, e afirmou que os fãs brasileiros não são fãs comuns. “Vocês são especiais, e viemos só por causa de vocês” - disse a cantora, prometendo voltar em breve: "Talvez em 2010..."

Encerrando a noite, “My Immortal” (a bela“Band Version”) e “Your Star”. Uma noite em que todas as 15 mil pessoas presentes ao Maquinária Festival certamente deixaram a Chácara do Jockey duvidando se aquilo tudo fora real.

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